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Diário do Vereador

04/08/2020
ARTIGO - Os Telecentros como ferramentas de inclusão digital
A pandemia do novo coronavírus deixou ainda mais evidente a necessidade de ampliarmos a inclusão digital no Brasil. Por causa do isolamento social imposto pela doença, temos discutido novas formas de utilizar a tecnologia para viabilizar trabalho, estudos e decisões políticas. Essa discussão deve vir atrelada à importância da inclusão digital como ferramenta para alcançar uma sociedade mais igualitária, garantindo direitos, cidadania, participação e acesso a serviços públicos. Inclusão digital é a democratização do acesso às tecnologias de informação e comunicação. É por isso que, reconhecendo a importância do acesso à rede em nossas vidas, o Marco Civil da Internet definiu a promoção desse direito a todas as pessoas como uma diretriz a ser observada pelo Poder Público. E, para que isso aconteça, é importante que observemos três fatores: garantia de acesso, habilidade e tipos de uso da internet e tecnologia pelos diferentes grupos e setores sociais, que são justamente os fatores necessários para se promover inclusão digital. Ou seja, promover a inclusão digital é uma forma eficiente de combater a desigualdade social.   O primeiro destes fatores, a garantia ao acesso, vem pautando inúmeras ações e políticas públicas. Alguns dados apresentados na pesquisa TIC Domicílios 2019 ilustram a urgência em garantir amplo acesso à rede no Brasil: 1 em cada 4 pessoas no país não têm acesso à internet; apenas 50% das casas de classes C e D têm acesso à banda larga, enquanto na classe A essa taxa é de 99%. É urgente que as cidades adotem políticas públicas de inclusão digital que aliem expansão da conectividade ao acesso e letramento digital de toda a população, incluindo as camadas mais vulneráveis da sociedade. O segundo fator da inclusão digital (habilidade), é igualmente essencial para garantir uma revolução digital. E é nesse pilar que se encaixam importantes programas que buscam qualificar o uso da rede pelos cidadãos e cidadãs, como os centros públicos de acesso à internet (em São Paulo, os chamados Telecentros). Uma das minhas primeiras ações, no meu retorno à Câmara Municipal, foi destinar uma emenda parlamentar de R$ 500 mil para modernização dos Telecentros de São Paulo. A pesquisa TIC Centros Públicos de Acesso 2019, lançada no início de julho deste ano, traça um mapeamento nacional sobre a oferta de acesso à internet e serviços prestados nos centros públicos apoiados pelos governos, revelando o importante papel dos Telecentros para a formação das comunidades locais no que se refere ao uso das tecnologias da informação. Segundo os dados apresentados, 55% desses espaços oferecem cursos relacionados ao uso do computador, 50% oferecem cursos de utilização da internet e 39% disponibilizam cursos de capacitação profissional. De acordo com Alexandre Barbosa, Gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), “os benefícios da implementação de Telecentros para a promoção da inclusão digital podem ir além de garantir o acesso à rede, auxiliando também no fomento ao uso e à apropriação das tecnologias pela população, promovendo a ampliação das habilidades digitais de seus usuários”. O programa de Telecentros faz parte da política municipal de inclusão digital de São Paulo desde 1997 e oferece acesso livre e gratuito a cursos de qualificação, monitoria e auxílio na produção de currículos e vagas de emprego. Os equipamentos são referência no esforço de recolocação profissional, contribuindo para a promoção do desenvolvimento humano, econômico e social por meio do uso da linguagem digital como elemento básico para o exercício da cidadania. Todas as unidades disponibilizam acesso a computador com internet e agentes mediadores que auxiliam na navegação pela rede e se dedicam ao letramento digital da população.  Durante minha atuação como Secretário Municipal de Inovação e Tecnologia, mantivemos o número de Telecentros em São Paulo: a cidade conta com 131 unidades espalhadas por todas as suas regiões, alcançando principalmente bairros e comunidades periféricas. Os Telecentros em São Paulo oferecem palestras e workshops, auxiliando na qualificação de usuários e usuárias para o mercado de trabalho, o empreendedorismo regional e o desenvolvimento de alternativas que permitam sua inclusão social. Criamos também uma iniciativa pioneira na política de inclusão digital da cidade com o programa Conect@gente, promovendo encontros e aproximação de mais de 300 agentes de inclusão digital em uma série de discussões sobre temas de sua atuação nas unidades.  É papel do Poder Público focar em políticas de inclusão digital que permitam solucionar questões de desigualdade social. A tecnologia e a inovação não devem ser vistas como fins em si, mas como instrumentos para promover a inclusão social. Cidades inovadoras, inteligentes e humanas são aquelas que investem em políticas consistentes de inclusão digital e que, ao mesmo tempo, têm o compromisso permanente de não deixar ninguém para trás.
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Biografia

Daniel Annenberg nasceu e cresceu na Zona Central de São Paulo, depois se mudou para a Zona Oeste, onde mora até hoje. De família judaica, descendente de imigrantes russos e poloneses, teve uma educação de valores humanistas. Seus pais o inspiraram a trabalhar pela justiça, igualdade e cidadania.

Estudante dedicado, sempre foi bom aluno e gostou de ler - hábito que mantém até hoje.

 

VALORES

Consciente dos desafios de sua época - como a desigualdade social, os altos índices de violência e pobreza - e motivado em melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos, Daniel estudou Economia e Jornalismo, mas se formou em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). 

Seu interesse pela vida real dos moradores da cidade o levou a realizar, no último ano da FGV, uma pesquisa qualitativa inédita sobre hierarquia e convivência nos cortiços de São Paulo, moradias populares que geralmente sofrem de descaso do poder público e da sociedade.

 

VOCÊ SABIA?

De 1984 a 87, Daniel colaborou como repórter especial investigativo para o premiado livro-reportagem “Rota 66, a História da Polícia que Mata” (Editora Globo, 1992), do jornalista Caco Barcellos, que escreveu: “Paciência. Persistência. Organização. São virtudes fundamentais que Daniel Annenberg me ensinou a exercitar no esforço para identificar os desconhecidos.” *páginas 138-39 

Na época, Daniel desenvolveu um sistema de cruzamento de informações para catalogar e identificar as vítimas até então desconhecidas. A criação deste banco de dados permitiu a identificação de 4.179 pessoas mortas por violência.

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Depoimentos

Daniel Annenberg é um gestor público com um relevante acervo de realizações que se traduziram na melhoria da condição de vida da população do nosso estado e da nossa cidade, por obra dos processos de desburocratização que coordenou e implantou e que são exemplos: o Poupatempo e a modernização do Detran.

Tem sido bem-sucedido na sua atuação porque sabe se valer da tecnologia inovadora para assegurar o democrático atendimento da cidadania. É muito importante que esta visão, na qual o conhecimento e o espírito público se mesclam esteja presente na Câmara de Vereadores e agregue, no dia a dia das suas múltiplas responsabilidades, uma dimensão própria de qualidade que estará a serviço da população paulistana.

Estas são as razões fundamentadoras do respaldo e apoio que merece a candidatura de Daniel Annennberg à Câmara dos Vereadores na próxima eleição.

Celso Lafer
Ex-ministro das Relações Exteriores e membro da Academia Brasileira de Letras

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