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Diário do Vereador


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28/06/2020
Estudo inédito revela que população LGBT+ está mais vulnerável aos impactos do coronavírus

Imagem: divulgação

A população LGBT+ é a mais vulnerável aos impactos causados pelo isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus. É o que aponta o índice de Vulnerabilidade de LGBT+ à Covid-19 (VLC), criado a partir de um estudo inédito realizado pelo coletivo #VoteLGBT em parceria com a Box1824, consultoria de tendências em comportamento e inovação.

Divulgada neste domingo, Dia Internacional do Orgulho LGBTQ+, a pesquisa online teve a participação de dez mil pessoas em todo o país e mostra que esses grupos estão entre os mais vulneráveis diante das consequências do isolamento.

Segundo o estudo, a população LGBT+ sofre com problemas de saúde mental mais do que a média nacional. O convívio frequente com diversas formas de preconceito gera doenças físicas e mentais, como depressão e ansiedade, que aumentaram durante a pandemia. E, quando as novas regras de convívio durante o isolamento social impedem o acesso a redes de apoio, e a casa da família de origem não aceita nem acolhe, a solidão se apresenta de forma esmagadora.

A pesquisa possibilitou identificar os problemas trazidos pela COVID-19. A maior parte deles está diretamente ligada à falta de emprego e renda, e pode ser o “gatilho” para as alterações psicológicas:

  • Quatro, em cada 10 das pessoas LGBT+, e metade das pessoas trans (53%) não conseguem sobreviver sem renda por mais de um mês caso percam sua fonte de renda;
  • Quase a metade (44,3%) das pessoas tiveram suas atividades escolares totalmente paralisadas durante o isolamento;
  • A taxa de desemprego padronizada entre os LGBT+ foi de 21,6%, quase o dobro do registrado pelo IBGE no restante da população;
  • Três, em cada 10 dos desempregados, estão sem trabalho há um ano ou mais;
  • Um em cada quatro (24%) perderam emprego em razão da covid19;
  • Durante a quarentena, sete em cada 10 pessoas (68,42%) só saem de casa quando inevitável;
  • Oito em cada 10 pessoas perceberam uma alteração de humor durante a quarentena;
  • 28% das pessoas já haviam recebido diagnóstico prévio de depressão, número quatro vezes maior do registrado no restante da população, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde; 
  • 47% foram classificadas com o risco depressão no nível mais severo.