Diário do vereador

16/11/20

Muito obrigado!

Muito Obrigado! É isso que eu tenho a dizer nesse momento. Infelizmente, o resultado da eleição não foi o que a gente queria. Mas eu quero agradecer a cada pessoa que se envolveu com a nossa campanha. O caminho foi muito bonito. Fizemos uma campanha alegre, propositiva e focada em soluções para simplificar a vida dos paulistanos e paulistanas.
Eu quero agradecer o apoio e o carinho que recebi em todo o período da campanha. E dizer que fico muito feliz em saber que tem tanta gente interessada em construir uma São Paulo mais simples, inclusiva e menos desigual.
Também quero parabenizar os novos vereadores e vereadores eleitos/as e torcer para que eles possam trabalhar para fazer da nossa cidade um ótimo local para se viver.
Mesmo eu não tendo conseguido me reeleger à Câmara Municipal de São Paulo, eu consigo enxergar resultados positivos na votação de domingo passado. A começar pelo recado dado pelos eleitores e eleitoras que foram às urnas: o Brasil não é um país de extremos.
A chegada ao poder da extrema direita despreparada, delirante e violenta em 2018 foi um ponto fora da curva. Todos os candidatos apoiados pelo presidente Bolsonaro no pleito de domingo passado perderam.
Um outro fator a ser comemorado é o aumento da representatividade de pessoas de LGBTI+ eleitas. Um levantamento do programa Voto com Orgulho em parceria com o Aliança Nacional LGBTI mostra que 78 pessoas que se declaram como tal foram eleitas vereadoras e vereadores nos municípios brasileiros. Em 2016, foram apenas 16, no Brasil todo. Só na Câmara Municipal de São Paulo termos 6 representantes a partir do ano que vem.
Também houve avanços na representatividade de pessoas pretas e pardas, assim como de mulheres eleitas, mas em menor proporção. Ainda não há dados oficiais sobre candidatos e candidatas a vereador. Porém 32% dos prefeitos e prefeitas eleitas se declaram pretos ou pardos e 12% dos governos municipais serão chefiados por mulheres a partir de 2021. Os percentuais ainda são baixos comparados a representatividade dessas pessoas na população brasileira, mas houve avanços, ainda que pequenos, quando comparados às eleições anteriores.
Eu acredito e defendo que a política precisa de diversidade para representar melhor a população brasileira. E essa diversidade tem que ser de raça, credo, gênero, classe social, idade, orientação sexual e capacidade física ou intelectual para ser uma fotografia real da sociedade brasileira.